11 de julho de 2018

A coleta, análise e uso de grandes volumes de dados (big data) como ferramentas de conhecimento e de gestão são e estão se tornando cada vez mais importantes para a criação de estratégias que tem por objetivo fazer com que as empresas consigam melhores resultados, fidelizem clientes, consigam oferecer serviços complementares, etc.

A importância dos dados é tanta que hoje a frase “Data is the new oil” (“os dados são o novo petróleo”) é usada para resumir tal relevância. Porém, assim como o petróleo, para que os dados sejam de fato úteis e relevantes, esses precisam ser refinados, ou seja, organizados e analisados para se tornarem informações de valor que possam ser utilizadas nos negócios: Smart Data.

A cada ano, os dados são produzidos em valores recorde, e, para exemplificar tamanha dimensão, duas das muitas estatísticas de Big Data: a cada minuto são enviados 204 milhões de e-mails e são compartilhados 2,5 milhões de posts no Facebook. Outra estatística, de acordo com estudo da Business Software Alliance (BSA), é de que são produzidos cerca de 2,5 quintilhões de bytes todos os dias.

A Engenharia é a prática de utilizar a ciência e a tecnologia para construir sistemas que solucionam problemas, então, a Engenharia de Dados pode ser definida como uma área dedicada a processar e analisar dados para aplicações que utilizarão Big Data. Os engenheiros de dados se utilizam de conhecimento em ciência da computação para produzirem soluções que processem dados em tempo real.

O Big Data tomou tamanha proporção que eventos, palestras, simpósios, debates e mais, começaram a o utilizar como tema central. O 8º Simpósio Internacional da VDI-Brasil, que aconteceu no dia 24 de abril, em São Paulo, abordou o tema “Big Data Brasil – Digitalizando Competitividade”, levando nomes nacionais e internacionais para debater com engenheiros e representantes da indústria sobre soluções e insights para uma nova era tecnológica.

No evento mencionado a cima, o vice-presidente de tecnologia na Association For Manufacturing Technology e diretor executivo no MTConnect Institute, Tim Shinbara, afirmou que “nós precisamos entender que o Big Data permite fazer algo que você já faz bem, mas que pode ser feito ainda melhor, criando valor para as pessoas. Os dados não são o mais importante, o uso dos dados é que faz a diferença; é torná-los informação”.

O Big Data funciona de várias maneiras, algumas delas são encontrando e corrigindo erros de dados armazenados, integrando dados, movendo dados de um ambiente tecnológico para outro, preparando esses dados e os enriquecendo. Assim, de forma simples e rápida, torna-se possível criar métodos, ações, compreender os clientes, saber o que eles desejam e desenvolver novos produtos para garantir a personalização, o alcance de novos consumidores, a fidelização e o impulsionamento da competitividade do negócio.

O Smart Data surge do Big Data. A partir do momento em que os dados estão disponíveis em tempo real para uma variedade de resultados de negócios, esses se tornam dados inteligentes, que podem, além da criação de estratégias, otimizar processos e gerar melhores resultados.

A principal questão na quantidade cada vez maior do volume de dados é como fazer uso prático desses números. Empresas como Bosch, SAP e Siemens já usam dados para otimizar os processos e estão mudando muito a forma como trabalham e produzem inovação. Para ver alguns desses cases baixe as apresentações do Simpósio aqui.

Como é realizada a captação e análise de dados na sua empresa? Participe dos nossos clusters de Digitalização e Produtividade Industrial e saiba como as empresas brasileiras e alemãs estão se adaptando para o futuro.