21 de junho de 2018

O ritmo de mudanças na manufatura e em todo o ecossistema de inovação está ficando cada vez mais rápido. Por isso, é fundamental que as empresas entendam o poder das tecnologias disruptivas e como elas ajudarão a alcançar resultados exponenciais em toda cadeia produtiva.

Em um estudo realizado pela Deloitte, com a Singularity University, publicado este ano, executivos do mundo todo apontam que a estrutura corporativa como conhecemos está desaparecendo para dar lugar a um modelo mais aberto, escalável e inovador, e tudo isso em função das novas tecnologias exponenciais, como manufatura aditiva, analytics, robótica, IA, blockchain, entre muitas outras.

A jornada da transformação deve acontecer em três fases, como indica o estudo: “Observar e Imaginar”, Explorar e Entregar” e, por fim, “Ativar e Executar”. Esse processo é totalmente interativo, e servirá como guia para incorporar as inovações. Abaixo explicamos detalhadamente como cada uma dessas fases funciona.

Observar e Imaginar: Nesse momento inicial é necessário estabelecer uma visão exponencial e priorizar oportunidades. A indústria tem que compreender a natureza de forças exponenciais disruptivas e a urgência de inovar.

Explorar e Entregar: A segunda fase consiste em, mudar da estratégia para a prototipagem de forma ágil, usando um processo interativo para adicionar valor. Esse meio do processo servirá para compreender o que é prioridade e quais ecossistemas deverão ter mais foco. É neste momento que a empresa deve identificar oportunidades tangíveis, incluindo casos de negócios.

Ativar e Executar: Nesta fase final a empresa deve operar um processo exponencial escalável, que meça continuamente o desempenho e impulsione ciclos de transformação para pensar grande. O conselho é que se comece pequeno e aja rápido. A terceira fase consiste em criar e implementar um roteiro de oportunidades para aprender, adaptar e crescer. Esse material deve ser refinado a todo momento.

Dentro dessas três fases temos a jornada da transformação exponencial, que começa determinando a visão estratégica e as necessidades. Na imagem a seguir é possível compreender melhor a estrutura apresentada no material.

Tecnologias disruptivas no Brasil

No ano passado, a pesquisa “Agenda 2017”, realizada pela Deloitte, com a participação de 746 organizações, mostrou que as empresas brasileiras ainda precisam amadurecer a inserção de tecnologias disruptivas no seu modelo de negócio.

Apesar de muitas apontarem algumas das 12 frentes tecnológicas, sugeridas pela pesquisa, como prioridade para os próximos anos, o conhecimento sobre essas tecnologias ainda é muito superficial. Cerca de 61% dos entrevistados não tinham ideia do que era e como funcionava o blockchain, 40% desconheciam completamente o que é a indústria 4.0 e 36% nunca ouviram falar em tecnologias exponenciais.

“As empresas que desenvolvem tecnologias e abordagens disruptivas têm grande potencial de negócios no Brasil, já que há muito espaço para penetração no mercado”, indica o regional managing partner e sócio-líder de novos negócios e inovação da Deloitte, Othon Almeida. “Por outro lado, as empresas, em geral, precisam planejar seriamente como conhecer melhor, investir e incorporar essas novas tecnologias a seus processos, o que pode significar a sobrevivência, ou não, dos negócios”, conclui.

Por isso, é importante trabalhar a incorporação dessas inovações em fases. A cooperação internacional também pode ser usada como uma vantagem competitiva para impulsionar o uso de tecnologias disruptivas. Empresas que têm sede em outros países podem trocar experiências e gerar mais conhecimento sobre essas inovações.

Pensar de forma exponencial requer engajamento e coragem da liderança da empresa, e também dos engenheiros. Este novo cenário de disrupturas exige novas competências para o engenheiro, mas também para o executivo, que deverá alocar recursos, investir em novas tecnologias e assumir riscos (ainda que calculados e informados).

E a sua empresa, já começou a incorporar novas tecnologias? Participe dos nossos clusters de Digitalização e Produtividade Industrial e saiba como empresas brasileiras e alemãs estão se adaptando para um novo futuro.