21 de fevereiro de 2018

A cooperação internacional é um dos meios pelo qual empresas podem compartilhar boas práticas, know-how e incentivar seus colaboradores a melhorarem a produtividade.

É comum ouvirmos falar mais sobre cooperação internacional quando se trata de órgãos governamentais, mas empresas também adotam algumas práticas para impulsionar a geração de conhecimento. Esse intercâmbio pode acontecer entre unidades da mesma companhia, mas também entre universidades e empresas parceiras e tem sempre o objetivo de trocar experiências e distribuir melhor as atividades para um bem comum.

Por onde começar?

Uma pesquisa realizada pela VDI-Alemanha apontou que entre 2005 e 2014 a participação dos engenheiros estrangeiros no mercado de trabalho na Alemanha cresceu 60%.

Este dado comprova uma tendência das empresas de diversificar seus times, buscando talentos que possam trazer novas experiências e ideias para impulsionar sua capacidade inovativa.

Dar oportunidades para os colaboradores atuarem em outras unidades da empresa ou mesmo outros setores por um período de tempo é uma forma de iniciar o processo de cooperação internacional. Os gestores devem, antes de tudo, ter um levantamento com as vantagens e dados que comprovem o sucesso dessas práticas. Para ajudá-lo, separamos alguns cases que podem servir de inspiração.

Projetos intercompany

A GROB, empresa associada à VDI-Brasil, trabalha há anos com projetos conhecidos como intercompany. Os projetos são desenvolvidos em cooperação com as plantas de produção da empresa na Alemanha, Estados Unidos e China. Para o CEO da GROB, Michael Bauer, esse tipo de projeto traz desdobramentos positivos.

“Uma grande vantagem é a troca de experiências e a possibilidade de distribuição das atividades conforme a disponibilidade de cada fábrica. Além disso, o processo de intercâmbio entre os profissionais de diversas nacionalidades e culturas é importante e muito enriquecedor. Barreiras linguísticas e diferenças de fuso horário podem ser um desafio caso a empresa não esteja bem preparada”, explica Bauer.

Na Bosch, há muito tempo existem programas de intercâmbio de colaboradores e estagiários. Muitos são enviados para a Alemanha, onde podem aprender sobre os processos de lá e desenvolver trabalhos na unidade estrangeira que talvez não pudessem desenvolver na unidade brasileira. É uma forma de incentivar o colaborador a mostrar o seu real potencial.

Produzindo conhecimento em escala global

Outra forma de cooperação internacional é o compartilhamento de conhecimento gerado em várias unidades da mesma empresa. É unificar o setor de P&D e fazê-lo trabalhar em conjunto, como um só.

A BASF abriu um centro de pesquisa e desenvolvimento de soluções biológicas de defensivos agrícolas e sementes em Limburgerhof, Alemanha, em 2016, e com as outras unidades de pesquisa no Brasil, Argentina, França, Inglaterra, África do Sul, China, Austrália, Estados Unidos e Canadá, criou uma rede internacional de conhecimento.

Pesquisadores e colaboradores de todas as unidades trocam experiências, informações e conhecimento. Essa cooperação é importante pois há unidades com mais tecnologias que outros e, quando todos trabalham em conjunto, a pesquisa não para, vai avançando graças à cooperação.

Aprendendo com o pequeno

Grandes empresas têm se aproximado de startups por meio da inovação aberta, buscando agilizar processos e gerar inovação no tempo de demanda do mercado.

A Bosch, por exemplo, criou uma espécie de startup dentro da empresa e com isso há uma enorme troca de conhecimento nos processos, mas há também companhias que firmam parcerias com startups de fora.

O conhecimento será sempre em favor de um objetivo comum, mas o aprendizado que as equipes têm, umas com as outras, sobre processos, novos modelos de trabalho e metas é bastante incentivador e ajuda muito a melhorar a produtividade, em uma relação em que as grandes empresas e as startups ganham.

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