Alinhar um discurso de inclusão e diversidade com o que se pratica dentro das empresas ainda é um grande desafio, principalmente na indústria. Com as profundas mudanças na sociedade, equipes mais diversas estão surgindo para provar que a igualdade e a inclusão são partes essenciais no engajamento dos colaboradores e, consequentemente, nos bons resultados.

Um estudo com 170 empresas feito pelo Hay Group no Brasil em 2015 revelou que aproximadamente 76% dos funcionários das empresas que se preocupam com a diversidade reconhecem que têm espaço para expor suas ideias e inovar no trabalho. Com isso, a pesquisa comprova que um ambiente que incentiva a diversidade, também tem maior estímulo à inovação. A pluralidade é sim fundamental nos processos de transformação da indústria.

E diferente do que muitos pensam, não se trata apenas da diversidade baseada em características (etnia, gênero, idade ou nacionalidade), mas também da forma de pensar, dos ideais e da perspectiva de mundo formada pela cultura de cada colaborador, combinação que molda novas ideias e incentiva a geração de conhecimento.

Diversidade em prol da produtividade

Em 2016, uma pesquisa sobre os índices de diversidade de gênero e raça das lideranças, realizada pela McKinsey & Company com 366 grandes empresas dos EUA, Canadá, Reino Unido e América Latina, apontou que companhias com altos índices de diversidade de gênero e etnia têm 35% mais probabilidade de obter resultados financeiros acima da média do seu segmento do que empresas com baixos índices de diversidade.

Para o chairman do cluster Inclusão e Diversidade da VDI-Brasil e presidente da Bayer Brasil, Theo van der Loo, no futuro, a diversidade será algo naturalmente incorporado à gestão nas empresas e deixará de ser apenas um discurso.

“Será uma prioridade e não apenas ‘algo legal para a imagem da empresa’. Sou otimista em pensar que projetos relacionados à causa extrapolem a área de Recursos Humanos e se tornem prioridade na cultura da empresa. Somente assim as corporações estarão preparadas para ter sucesso no futuro. Quanto mais diversas e representativas as equipes forem, mais inovadoras e criativas se tornarão. Isso é um fato e eu consigo ver isso dentro da Bayer”, comenta van der Loo.

Outra grande vantagem da diversidade para a produtividade na indústria é que um ambiente plural tem maior abertura às diferenças, o que faz com que conflitos, os quais normalmente atrapalham a produtividade e a eficiência, sejam menos frequentes. Os estudos mostraram que, nas empresas onde a diversidade é reconhecida e praticada, a existência de conflitos chega a ser 50% menor do que em outras organizações.

Diversidade e inclusão na cultura organizacional

Apesar dos estudos comprovarem os benefícios da diversidade, igualdade e inclusão na indústria, é necessário ressaltar que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que todos os grupos de pessoas sejam contemplados, principalmente em áreas  mais tradicionais como a engenharia. Por isso, várias instituições estão criando programas e diretrizes para incentivar a igualdade e a inclusão.

O Grupo Daimler, detentor da Mercedes-Benz Brasil, uma das empresas associadas à VDI, promove anualmente promove anualmente um Diversity Day. No último evento, foi realizado um concurso fotográfico  pautado pela diversidade de raça, gênero, nacionalidade, credo e cor. A atividade premiou a melhor foto e foi uma forma bem-sucedida de incluir o debate na agenda da empresa.

Representatividade é importante para os colaboradores, para os clientes e para toda a sociedade. A transformação digital é feita por talentos e toda empresa que quer ter equipes talentosas, que poderão levá-la ao sucesso, deve se esforçar para cumprir com seu papel a favor da diversidade e inclusão.

Outro bom exemplo é a SAP, que se tornou a primeira empresa multinacional de tecnologia no mundo a receber o Certificado Global de Igualdade de Gênero, do Economic Dividends for Gender Equality (EDGE). De acordo a diretora de recrutamento e seleção da companhia, Denéia Cemin, a empresa assumiu o compromisso de ter pelo menos 25% das posições de liderança preenchidas com mulheres e hoje o número chega a 27%. O comprometimento da empresa com a causa envolveu até mesmo sua CEO, Cristina Palmaka, que atualmente é a chairwoman do cluster de Inclusão e Diversidade da VDI.

Hoje, mais do que nunca, a consciência social atrai talentos. É claro que a cultura empresarial não muda de forma imediata, mas pequenas ações como treinamentos sobre diversidade, oportunidades de vagas mais inclusivas, debate em reuniões e palestras internas criam um ambiente acolhedor e incentivador.

Quer saber mais sobre desafios e oportunidades especificas para a engenharia para cultivar a pluralidade nas equipes e tornar sua empresa mais produtiva? Faça parte do nosso cluster de Inclusão e Diversidade e tenha a oportunidade de trocar ideias e experiências com engenheiros e engenheiras que atuam nas mais diferentes empresas do Brasil.

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