18 de abril de 2017
Você tem o perfil que a Indústria 4.0 está precisando?

Aprendizagem multidisciplinar contínua: seja você um engenheiro recém-formado, um estudante em busca de espaço no mercado de trabalho ou um profissional com anos de projetos e muita bagagem de trabalho é bom ir se acostumando a este conceito. Muito tem se falado do impacto das novas tecnologias e da chamada Indústria 4.0. Mas, o profissional de engenharia está preparado?

Muito além das novas habilidades exigidas – comunicação interpessoal, flexibilidade e capacidade de trabalho em equipe – o profissional de engenharia se vê diante de novos desafios, desta vez de ordem técnica. Novas tecnologias – leia-se softwares e aplicativos e o advento da Inteligência Artificial – também estão impactando na formação acadêmica do profissional. Assim, ele precisa estar antenado com o que há de mais moderno e já disponível em escala mundial no mercado de trabalho.

Conheça os seis princípios básicos da Indústria 4.0

O desenvolvimento, implantação e consolidação da Indústria 4.0 está alicerçado em seis princípios básicos

  • Capacidade de operação em tempo real
  • Virtualização
  • Descentralização
  • Orientação a serviços
  • Modularidade
  • Interoperabilidade

Conheça mais as características destes seis princípios. Leia Aqui

Um dos fundamentos básicos e pilar de toda a conceituação da Indústria 4.0 é que as empresas deverão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia produtiva. Serão, então, fábricas inteligentes, com capacidade e autonomia que agendarão manutenções preventivas, poderão prever eventuais falhas e com capacidade até então inimaginável de adaptação a mudanças não prevista no planejamento inicial.

Já é possível, por exemplo, a instalação de sensores dentro de determinados equipamentos que anteciparão o desgaste de peças e sinalizarão a necessidade de uma troca preventiva antes de prejuízos maiores, como quebras e a consequente interrupção da produção.

O que talvez não seja uma grande novidade tecnológica, uma vez que já é possível ter uma geladeira doméstica que avisa o que falta em seu interior ao mesmo tempo em que providencia a reposição. No entanto, os conceitos da Indústria 4.0 são mais amplos já que envolvem toda a cadeia produtiva e conecta todos os envolvidos. O que muda são a velocidade desta conexão e a capacidade de todos participarem do processo. Estejam na fábrica no continente europeu ou numa subsidiária em pleno Sudeste Asiático.

A orientação é por cursos rápidos e de certificação reconhecida

Além da graduação técnica em cursos de engenharia, ao profissional cabe a busca por cursos rápidos de especialização e com certificação comprovada e oferecidos pelos próprios desenvolvedores de softwares. São cursos que podem durar meses, semanas e até dias, e atestam a especialização do profissional.

Entre as novidades, destacam-se ferramentas de modelagem como Catia V5, Delmia ou Enovia. São softwares conhecidos para quem já tem familiaridade com a indústria aeroespacial.

Saiba mais

O software Catia – sigla para Computer Aided Three-dimensional Interactive Application (ou Aplicação interativa tridimensional assistida por computador, numa tradução livre) – é o CAD 3D mais usado na indústria automobilística, aeroespacial, aeronáutica, cadeia de fornecedores e permite a criação de projetos colaborativos de alta complexidade.

O Enovia, de origem francesa, é uma solução para um gerenciamento colaborativo de dados de produtos. É considerado ideal para departamentos de engenharia e empresas de pequeno e médio porte .

Já o Delmia, também de origem francesa, é um reconhecido software de simulação.

Aliás, a simulação é um dos grandes trunfos da Indústria 4.0. Com softwares específicos e monitores de velocidade e excelente qualidade de imagens, todos os produtos passarão por exaustivos testes de simulação, reduzindo custos e riscos de quebras e acidentes.

Uma das experiências bem-sucedidas neste sentido é da famosa Nasa, a agência espacial norte-americana que antes de enviar seus equipamentos ao espaço cria “protótipos virtuais”. Estas simulações permitem que se crie produtos e os aperfeiçoe antes mesmo do lançamento do “protótipo real”. Foi assim com o veículo Curiosity, que explorou a superfície de Marte.

Veja aqui como a Siemens já desenvolve seus projetos na Indústria 4.0. Leia na revista Computer World

Quais são as habilidades humanas que as empresas querem

Todo este aparato tecnológico funcionará sob o comando de seres humanos, ainda que robôs e sistemas autômatos realizem boa parte das tarefas. E, além das características inerentes ao novo profissional – comunicação interpessoal, flexibilidade e capacidade de trabalho em equipe – há novos atributos e comportamentos a serem trabalhados.

Entre eles estão: Conhecimento em internet das coisas, multidisciplinaridade e capacidade de criar soluções ao mesmo tempo tecnológicas e sustentáveis.

Também destaca-se a capacidade de ter senso crítico. É fundamental deter uma capacidade analítica capaz de cruzar e interpretar dados ao mesmo tempo em que se toma decisões rápidas, muitas delas em tempo real.

Aprenda mais e participe do intercâmbio de informações

A VDI-Brasil (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha) implantou um cluster para a Indústria 4.0. São encontros mensais nos quais são discutidas novas descobertas, processos e cases de sucesso. Você pode participar e discutir como esses processos podem ser adaptados à sua realidade ou de sua corporação.

Saiba mais no site da VDI-Brasil

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