6 de novembro de 2018

O cruzamento de informações obtidas pela agricultura digital é um dos atuais desafios hoje. Os dados são coletados por diversos equipamentos diferentes, integrando sistemas e redes. Essas informações devem ser disseminadas por meio de tecnologias que permitam mais segurança e controle, oferecendo mais flexibilidade de interação e gerando melhores resultados para o coletivo.

Para que haja a interoperabilidade dos dados, é necessário o engajamento da categoria em um esforço contínuo, assegurando que sistemas, processos e culturas sejam gerenciados e direcionados para potencializar as oportunidades de permuta de informações.

As empresas engajadas no agronegócio precisam estar abertas para uma visão geral, em que tiram o foco somente de sua matriz, a fim de que essa expansão de dados sirva para o crescimento do setor. Bernhard Kiep, Diretor Geral da Bermad Brasil, comentou sobre esse ponto durante o 10º Dia da Engenharia Brasil-Alemanha, afirmando “que, se cada um ficar só com seus dados e não os dividir, os agricultores não vão conseguir evoluir”.

O compartilhamento dos dados, para que ocorra a interoperabilidade, vai além do intelectual de cada responsável pelo resultado, é investimento para mais rendimento do coletivo do setor, que resulta na alimentação da população. “Abrir esses dados não vai tirar nenhuma propriedade intelectual deles, mas, pelo contrário, vai aumentar e fazer com que sejamos mais rentáveis e nossa agricultura possa alimentar ainda mais pessoas no mundo”, finalizou Kiep.

Um sistema interoperável é caracterizado por ser aberto e livre para acesso, uma vez que tem capacidade de dois ou mais sistemas diferentes trabalharem em conjunto, garantindo a troca de informações e dados de maneira eficaz, o que contribui para o melhor resultado das atividades e processos.

Para que esse cruzamento de informações funcione, é preciso uma infraestrutura que comporte a ligação entre as plataformas de hardwares e softwares, devendo ser mantida como um padrão nacional. “Existe uma grande dificuldade, porque os fabricantes não têm um padrão nacional de interconexão. Os fazendeiros gostariam que os dados de diferentes máquinas circulassem livremente, mas, hoje, não existe uma infraestrutura para isso, então, o brasil está em uma posição excelente de criar um padrão nacional. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) está trabalhando nisso, pra que possamos ter equipamentos agrícolas conectados e o agricultor brasileiro cada vez mais digital”, declara Fernando Martins, Conselheiro e consultor da Jacto Agrícola, durante o 10º Dia da Engenharia Brasil-Alemanha.

Os objetivos da interoperabilidade de dados na agricultura facilitam a troca de informação do que foi obtido por cada empresa, oferecem formatos simples de ler as informações cruzadas, diminuem as ocorrências de erros pontuais, além de eliminar redundâncias que não resultam em consistência.

A tecnologia pode gerar mais precisão na agricultura, reduzindo gastos. Como resultado, haverá um sistema completo, e não parcial. Para esses modelos de negócios, as aplicações em conjunto e conexão entre os dados serão imprescindíveis.

Confira a Revista Engenharia Brasil-Alemanha 2018, que aprofunda os temas abordados no Dia da Engenharia Brasil-Alemanha, com entrevistas exclusivas sobre o assunto: https://info.vdibrasil.com/revista-engenharia-brasil-alemanha-outubro-2018