Por: Letícia Durvan e Larissa Leme – VDI Brasil
A inteligência artificial deixou de ser uma aposta futura para se consolidar como uma ferramenta operacional nas indústrias brasileiras. Dados da Pesquisa de Inovação (PINTEC), do IBGE, indicam que o uso de IA no setor industrial cresceu 163% nos últimos anos, refletindo uma adoção acelerada da tecnologia no país.
Atualmente, a IA já está presente em 41,9% das indústrias brasileiras, evidenciando uma transformação estrutural no modelo produtivo. Nesse novo cenário, a análise de dados passa a orientar decisões estratégicas, impactando diretamente a produtividade, a eficiência operacional e a competitividade das empresas.
Adoção tecnológica VS maturidade da força de trabalho
Apesar do avanço expressivo na adoção de IA, o desenvolvimento das equipes não acompanha o mesmo ritmo. Segundo o relatório Tendências em Gestão de Pessoas 2026, da GPTW, 52,7% das organizações já realizam treinamentos específicos em inteligência artificial, um crescimento em relação aos 40% registrados no ano anterior.
Ainda assim, o dado revela um gargalo relevante: quase metade das empresas ainda não possui programas estruturados de capacitação, mesmo já operando com tecnologias baseadas em IA.
Por outro lado, o cenário cultural é favorável à transformação. O mesmo levantamento aponta que apenas 10,2% dos colaboradores demonstram receio de substituição pela tecnologia, indicando um ambiente aberto à inovação.
Esse contexto evidencia uma oportunidade estratégica: a indústria brasileira não enfrenta resistência significativa à adoção de IA, mas carece de lideranças técnicas preparadas para integrar, operar e extrair valor dessas ferramentas.
O engenheiro 4.0 como gestor de dados
Com a consolidação da Indústria 4.0, o perfil do profissional técnico evolui. Mais do que domínio de processos produtivos, cresce a demanda por competências relacionadas à gestão de dados e à integração de tecnologias digitais.
De acordo com o relatório da GPTW, a dificuldade de contratação de profissionais qualificados já figura entre os principais desafios do setor, citada por 42,9% das organizações.
Nesse contexto, o engenheiro assume um novo papel: o de gestor de dados e orquestrador de sistemas inteligentes. Sua atuação passa a ser determinante para garantir que os investimentos em tecnologia se convertam em resultados concretos.
A eficácia da inteligência artificial depende diretamente de fatores como:
- Qualidade e integridade dos dados
- Nível de maturidade digital da operação
- Capacidade de integração entre sistemas
- Preparação das equipes
Sem esse alinhamento, o risco é que a IA se torne apenas um custo adicional, sem impacto proporcional em produtividade ou competitividade.
Capacitação como diferencial competitivo
Diante desse cenário, a qualificação técnica se torna um fator decisivo para o sucesso da transformação digital na indústria.
Para atender a essa demanda, a VDI-Brasil oferece o Expert Training, a primeira certificação em Indústria 4.0 do Brasil, voltada a engenheiros, gestores e profissionais envolvidos na digitalização industrial.
O programa é estruturado com base nos padrões da engenharia alemã e prepara os participantes para:
- Avaliar o nível de maturidade digital da fábrica por meio do Índice de Maturidade 4.0, desenvolvido pela Acatech
- Desenvolver roadmaps de projetos alinhados à estratégia do negócio
- Compreender como a inteligência artificial e outras tecnologias habilitadoras impactam o chão de fábrica
- Conduzir processos de transformação digital com foco em resultados
Oportunidade para liderar a transformação industrial
Com a inteligência artificial já integrada a quase metade das indústrias brasileiras, o diferencial competitivo não está mais apenas na adoção da tecnologia, mas na capacidade de utilizá-la de forma estratégica.
Empresas que investem na formação de suas lideranças técnicas estão mais preparadas para transformar dados em decisões, tecnologia em produtividade e inovação em vantagem competitiva.
O Expert Training surge como uma ponte entre o avanço tecnológico e a capacitação profissional, oferecendo o suporte necessário para que engenheiros e gestores não apenas acompanhem o crescimento de 163% no uso de IA, mas atuem como protagonistas dessa transformação.
Saiba mais sobre o Expert Training
Conclusão
Em um cenário onde a inteligência artificial já faz parte da operação de grande parte das indústrias brasileiras, o verdadeiro diferencial competitivo passa a ser a capacidade de transformar tecnologia em resultado. Mais do que investir em soluções digitais, é fundamental desenvolver competências técnicas que garantam sua aplicação estratégica e sustentável. Nesse contexto, a qualificação de profissionais e lideranças deixa de ser um suporte e se torna um elemento central para que a indústria avance de forma consistente, convertendo o crescimento da adoção em ganhos reais de produtividade, inovação e competitividade.