14 de julho de 2021

Buscar por soluções para conter o aquecimento global e a emissão de gases em profusão se tornou questão de sobrevivência. É inegável que um dos caminhos para melhorar as condições climáticas passa por viabilizar uma atividade industrial mais sustentável, a fim de diminuir rápida e drasticamente a emissão de CO2.

A necessidade de descarbonização está promovendo grandes mudanças e sem volta na indústria. Por isso, governos e empresas se empenham para fomentar pesquisas, estudos e investimentos cada vez mais robustos, mirando em um futuro cuja redução da emissão de poluentes seja objetivo primário para aperfeiçoar seu funcionamento.

Alemanha direciona investimento bilionário para projetos de hidrogênio em grande escala

Recentemente, o governo alemão declarou que investirá € 8 bilhões em 62 projetos de hidrogênio em grande escala. Parte da tentativa do país de descarbonizar sua indústria passa por eletrolisadores e infraestrutura de dutos. Por meio desse investimento, os alemães almejam se tornar o líder mundial pioneiro na tecnologia de combustível.

De acordo com especialistas no ramo, a produção de aço apresenta perspectivas atraentes para colaborar com a redução de emissões de gases. Por isso, grande parte do investimento, será destinado a fabricantes de aço da Alemanha, que receberão € 2 bilhões em financiamento para o desenvolvimento dos projetos de descarbonização referentes ao hidrogênio.

Outro dos focos principais do investimento, a produção de hidrogênio, terá projeto feito para adicionar 2 gigawatts de capacidade do eletrolisador.  Alemães preveem que até 2030 o país tenha capacidade de administrar mais de 5 GW.

Como o Brasil está posicionado neste cenário energético inovador

A busca por fontes de energia renovável é incessante e ampla, pois investimentos como os dos alemães, tendem a conduzir outras nações a se interessarem por esse objetivo da indústria.  O Brasil, por sua vez, é referência no que diz respeito a cessão de energia renovável. No mundo todo é difícil encontrar países que servem tanto neste aspecto. Por isso, surge uma oportunidade ímpar para a indústria brasileira desenvolver soluções sustentáveis para si e para outros países que enxergaram a chance de possuir uma fonte energética renovável robusta e de confiabilidade.

Por conta da abundância de recursos naturais disponíveis no Brasil, há um horizonte promissor e fértil para o país viabilizar parcerias de sucesso tanto em sustentabilidade quanto em rentabilidade. Posto este cenário, a busca por colaborações e investimentos do estado podem trazer impactos extremamente positivos à indústria nacional, fazendo com que inclusive, o Brasil se torne um polo de energia global.

Desafios para um futuro sustentável

A junção de recursos naturais com um sistema regulatório bem planejado e a obtenção de parcerias, podem fazer com que o Brasil tenha potencial de ser imbatível na produção de hidrogênio em nível mundial. Apesar de ser a melhor alternativa para o momento, a produção do hidrogênio verde ainda é cara. Por isso, é de grande importância buscar um parceiro internacional disposto a adquiri-lo.

Um dos desafios para estabelecer de vez o uso do recurso em escalas maiores é saber como transportá-lo. O que se sabe atualmente, é que a geração e uso do hidrogênio são cativos, ou seja, é produzido e utilizado no mesmo lugar. Entretanto, apesar de o objetivo final ser tornar o Brasil um exportador referência de hidrogênio, cabe as autoridades viabilizar não só o transporte, mas também como utilizá-lo internamente e tornar o país produtor menos poluído e mais sustentável.

A descarbonização é inevitável e cada vez mais necessária para um andamento salutar da humanidade. Por isso, se faz urgente a adesão mundial de uma indústria sustentável e menos agressiva ao meio ambiente. O futuro é promissor, sobretudo pela quantidade dos recursos naturais à disposição para serem usados. Porém, os desafios são grandes e as estratégias precisam ser bem traçadas para que daqui a alguns anos, tenhamos resultados relevantes.