11 de abril de 2017
Engenharia Robótica - A relação de trabalho entre humanos e robôs

Quando a produção manual foi substituída pela produção em série – um dos grandes avanços das históricas Revoluções Industriais –, muitos colocaram em dúvida o papel do trabalhador nessa rotina produtiva.

Quando os computadores passaram a caber em uma mesa de trabalho, o mesmo questionamento foi colocado em pauta. E, agora, com engenharia 4.0 a pleno pique, vem à tona a discussão se presenciaremos a substituição de humanos por robôs.

Acontece que essa transformação digital, como todas as outras revoluções, não se concretizaram catastróficas como preditas. E, neste artigo, vamos ver como a engenharia robótica pode coexistir, na verdade, com profissionais qualificados. Confira!

A robótica na engenharia

Na Era Digital, tornou-se comum dialogarmos constantemente com máquinas programáveis que reduzem o tempo produtivo, otimizam a capacidade de produção e ajudam a reduzir o risco de erros e de desperdício também.

Mas, para os próximos anos, a tendência tecnológica tem apontado para um caminho ainda mais profundo: aquele em que a robótica vai conseguir reproduzir muitas das tarefas que, hoje em dia, ainda não consegue assimilar.

E não faltam exemplos que nos mostram isso: de carros autônomos a sistemas de computação cognitiva, há um pouco disso tudo representado nos mais variados setores de nossa sociedade.

O segredo dessa significativa mudança consiste, justamente, em acrescentar elementos cognitivos nos sistemas, fazendo com que aprendam cada vez mais e reajam de acordo com a melhor resposta possível diante de uma variável ampla de decisões.

Os avanços da engenharia robótica

Além dos exemplos anteriormente citados, a engenharia robótica também tem concentrado seus esforços em outras aplicações, visando mais segurança, qualidade e produtividade aos mais variados processos.

Exemplo disso é o uso de robôs adaptados para serviços cotidianos, como no auxílio da faxina. Existem projetos para fazer com que a engenharia robótica interaja com crianças e idosos, também, seja como cuidador ou babá eletrônica.

No entanto, embora as máquinas estejam evoluindo a um nível de aprendizado cada vez maior, é difícil apontar que o elemento humano será extinto dessa equação. Afinal de contas, antes da substituição de humanos por robôs, devemos aprender a lidar com eles.

Além disso, especialistas não veem a engenharia robótica como a solução para que as máquinas ocupem posições mais estratégicas ou que demandem mais criatividade.

O ideal é o equilíbrio dessa harmonia entre a tecnologia e a humanidade; a produtividade mecânica com a capacidade de usar o conhecimento absorvido estrategicamente. Assim, gradativamente, estamos caminhando para um novo patamar revolucionário.

A harmonia entre a robótica e a humanidade

Outras áreas de atuação também estão asseguradas. A medicina e a administração são algumas delas, pois já são setores em que o elemento humano é fundamental, mas profundamente amparado pela tecnologia.

O pensamento tem seguido mais para o caminho das tarefas que podem ser melhor trabalhadas por uma máquina, reduzindo cada vez mais o trabalho manual das pessoas.

Viraremos, portanto, peças-chave na condução das empresas, como elementos estratégicos e com menos tarefas mecânicas e repetitivas.

Há de se observar os rumos da engenharia robótica com profunda atenção, pois em um futuro próximo essa interação tecnológica será cada vez maior. Da mesma maneira que vamos estar diante de um novo cenário de aprendizado, planejamento e, claro, adequações.

E para interagir mais com outros profissionais do setor de engenharia robótica, convidamos você a acessar o site da Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha, e ficar sempre por dentro das grandes novidades dessa área tão em voga no contexto social em que vivemos!

 

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