17 de agosto de 2022

A indústria de robótica e automação está em crescimento, de acordo com a VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais), as vendas do setor aumentaram em 13% no último ano. Nos primeiros quatro meses de 2022, os pedidos recebidos aumentaram 38%, também em relação ao ano anterior, na Alemanha. O investimento em robótica possibilitará à indústria a criação de produtos mais sofisticados, também na geração de emprego para profissionais qualificados nessa área.

Em todo o mundo, já existem mais de três milhões de robôs operando em fábricas e pelo menos US$ 13,2 bilhões foram gastos nos últimos anos em novas instalações utilizando esse tipo de tecnologia. Pelo menos 76% desses investimentos foram feitos por cinco países: China, Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Alemanha. As indústrias automotiva, elétrica, eletrônica e metálica são as que mais investem no uso de robôs em seus parques industriais.

Os dados são da pesquisa “2021 World Robot Report”, da Federação Internacional de Robótica. O primeiro ano da pandemia da Covid-19 foi desafiador em todo mundo, mas, segundo o relatório, o ano de 2021 foi o terceiro melhor para a indústria robótica desde 2018, com um aumento de 10% em novas unidades instaladas.

Como resultado da robotização de linhas industriais, o aumento da produção final garante maior controle e automação dos processos para as corporações que investem nos recursos da robótica para conquistar maior vantagem competitiva por meio de tecnologias de ponta, otimizadas e muito eficientes.

 

Visão geral do mercado no Brasil

Com o mercado brasileiro de robótica a ascensão também acontece em ritmo acelerado. De acordo com o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots, o número de robôs no país aumentou 68% em um ano, passando de 60 mil em 2019 para 101 mil em 2020. Do total, 24 mil já estão em operação, e trocam cerca de 92 mil mensagens por mês com humanos, via sistema chatbot. 

No Brasil, a robótica ainda é principiante nos parques industriais, mas, segundo a Federação Internacional de Robótica, o uso de robôs teve aumento de 3% desde 2015. A chegada da Internet 5G pode ajudar a acelerar o uso de tecnologias de automação, segundo especialista da área.

Com o uso de robôs e da automação ainda em estágio inicial no Brasil, se comparado aos países que mais investem nesse tipo de tecnologia, uma esperança de modernização dos parques industriais é a chegada da internet 5G, que pode trazer grandes mudanças impactando comportamento de usuários, indústria, mercado, multiplicando a velocidade das conexões e impulsionando inovações e mudanças de hábitos.

 

Ásia é o principal mercado para robótica

A pesquisa 2021 World Robot Report mostrou que países da Ásia lideram o mercado de robôs industriais. Em 2020, 266.452 novas unidades foram instaladas, o que representa um crescimento de 7% em relação a 2019, quando existiam 249.598 unidades de robôs instalados nas indústrias.

O país com a maior densidade de robôs utilizados na manufatura é a Coreia da Sul, que ocupa a primeira posição desde 2010. O número de robôs do país excede em sete vezes a média global, com 932 robôs em operação para cada 10 mil trabalhadores. O aumento de unidades aumenta, em média, 10% ao ano desde 2015. Com uma indústria eletrônica mundialmente reconhecida, assim como sua indústria automotiva, a economia do país é baseada em duas áreas que mais demandam o uso de robôs industriais.

No nível global, as projeções são de que o mercado de robótica cresça de US$ 25 bilhões em 2021 para até US$ 260 bilhões em 2030, de acordo com o novo levantamento da empresa de consultoria BCG (Boston Consulting Group). Segundo a instituição, o setor será impulsionado por mudanças no perfil do consumidor, crescimento econômico global e velocidade dos avanços tecnológicos, principalmente ligados à inteligência de máquina, internet das coisas e inteligência artificial.