13 de outubro de 2021

O ano de 2021 seguiu repleto de mudanças induzidas pela pandemia da Covid-19, as quais mudaram as prioridades do setor corporativo. Mas, mesmo com essas modificações, a inovação continuou sendo uma das principais preocupações entre as corporações em todo o mundo. Os dados do ranking anual feito pelo Boston Consulting Group (BCG), que utilizou uma pesquisa com 1,6 mil profissionais de inovação global, classificou as 50 empresas mais inovadoras em 2021.

Como nos anos anteriores, a lista segue liderada pelas gigantes da tecnologia como Apple, Alphabet, Amazon e Microsoft. Mas, o destaque de inovação e novidade no ranking se concentrou na presença das indústrias farmacêuticas na lista, essas corporações se estabeleceram no momento atual como companhias imprescindíveis para a economia a nível global. No ano passado, essas empresas farmacêuticas não estavam no ranking e agora, em2021, não só se fazem presentes como também estão muito bem classificadas.

Por exemplo, a empresa Pfizer, no 10º lugar, considerando seu papel instrumental na luta contra o Covid-19, que em parceria com a empresa alemã BioNTech, produziu uma das vacinas em menos de um ano, assim como a Merck & Co, em 35º lugar. Também a AbbottLabs, líder nos kits de teste para Covid-19, na 29ª posição da lista pela primeira vez. E por fim, Moderna, Roche, Astrazeneca e Bayer, em ordem 42º, 48º, 49º e 50º, respectivamente.

Enquanto isso, em um setor completamente diferente, a Toyota conseguiu o 21º lugar na lista deste ano, um aumento de 20 posições em comparação com as classificações do ano anterior. Esse salto pode ser representado pelo recente investimento de US $ 400 milhões da empresa destinado a construir carros elétricos voadores.

 

Confira as empresas inovadoras nas 15 primeiras colocações do ranking do BCG:

1.Apple
2.Alphabet
3.Amazon
4.Microsoft
5.Tesla
6.Samsung
7.IBM
8.Huawei
9.Sony
10.Pfizer
11.Siemens
12.LG
13.Facebook
14.Alibaba

15.Oracle

Como indica a classificação deste ano, a inovação pode vir de várias formas. Embora não haja uma abordagem única para todos, existe uma tendência de inovação bastante consistente, o vínculo entre inovação e valor. O BCG usa várias métricas para avaliar a “prontidão para inovação” de uma empresa, como a força de seu talento e cultura, seus ecossistemas organizacionais e sua capacidade de monitorar o desempenho. De acordo com a análise do BCG, apenas 20% das empresas pesquisadas estavam prontas para crescer em inovação. A lacuna mais significativa parece estar no que o BCG chama de práticas de inovação, como gerenciamento de projetos ou a capacidade de executar uma ideia que seja eficiente e consistente com uma estratégia abrangente. Para superar esse obstáculo, as empresas precisam promover uma “mentalidade de equipe única”, para aumentara colaboração interdepartamental e alinhar os incentivos da equipe, para que todos trabalhem com o mesmo objetivo e a inovação aconteça por meio de toda a corporação. Confira o ranking completo neste link.