17 de outubro de 2018

Tecnologia a serviço da independência com apps para acessibilidade.

A igualdade de acesso proporcionada por meio dos aplicativos com acessibilidade facilitam o cotidiano das pessoas com deficiência e, também, podem oferecer muitas experiências para os demais usuários.

Proporcionar acessibilidade significa dar atenção aos detalhes e a como seus usuários interagem com seu aplicativo. Auxiliar na identificação de locais acessíveis, na comunicação de pessoas com deficiência auditiva, descrição dos objetos para os deficientes visuais, os facilitam o cotidiano desses usuários.

Empresas são estimuladas a criar novas ferramentas para uma melhor adaptação das pessoas ao meio, de forma que a acessibilidade as torne mais independentes e incluídas na sociedade.

Veja abaixo alguns aplicativos que podem ser facilitadores no cotidiano das pessoas com deficiência:

Whatscine: Com a áudio-descrição de filmes, de modo que não interfira no áudio dos demais telespectadores, o cinema se torna acessível. Permitindo que deficientes auditivos vejam legendas e linguagem gestual por meio de óculos especiais, ou em seu smartphone.  O aplicativo facilita a promoção de futuros filmes e ofertas, por meio de publicidade interativa nas salas relacionadas aos seus patrocinadores.

Guia de rodas: é uma espécie de Foursquare voltado para inclusão. Em poucos minutos, o usuário responde perguntas sobre a acessibilidade de determinado lugar, para que quando alguém for pesquisar, tenha informação de quão acessível o ambiente é. O fundador da ferramenta, Bruno Mahfuz fala sobre uma frustração que poucos entendem “É muito ruim ir a um compromisso e ter que voltar para casa porque o local, seja um restaurante, um cinema ou qualquer outro, não está preparado para te receber”.

Spread The Sign: Um dicionário de Línguas Gestuais, com mais de duzentos mil gestos. Com a língua Alemã, Americana, Austríaca, Brasileira, Bielorussa, Búlgara, Checa, Chinesa, Espanhola, Estoniana, Francesa, Indiana, Inglesa, Islandesa, Italiana, Japonesa, Letã, Lituana, Polaca, Portuguesa, Romena, Russa, Sueca, Turca, Ucraniana e Gestuno (Língua de Sinais Internacional). Digitando uma palavra, é possível ver a tradução em 26 idiomas de sinais.

CPqD Alcance: desenvolvido para atender às necessidades de deficientes visuais, trazendo autonomia por meio de narração automática das telas em síntese de voz, permitindo a utilização plena das funcionalidades básicas de smartphones. A tecnologia está disponível gratuitamente no Google Play, desde 2013, e já ultrapassou a marca de 15 mil downloads.

Hand Talk: Um recurso de tradução de libras para bolso. Além de traduzir conteúdos para Língua de Sinais, há uma sessão educativa chamada “Hugo Ensina”, com uma série de vídeos que ensinam crianças e adultos expressões e sinais em Libras. É uma forma de aproximar pessoas através da tecnologia e da comunicação, sendo usado nos mais diversos ambientes.

Biomob: Na mesma linha do Guia de rodas, o aplicativo auxilia pessoas com deficiência e mobilidade reduzida a localizar (e avaliar) bares, restaurantes, academias, teatros e outros estabelecimentos, como os terminais de transportes e estações de metrô. O sistema detecta a localização do usuário e sugere locais próximos, conforme a necessidade da pessoa, seja ela um deficiente visual, cadeirante, obeso ou idoso. Agora você saberá onde há rampas, cardápios em braile, banheiros adaptados, intérpretes de LIBRAS, vagas exclusivas de idosos e outros itens importantes.

CittaMobi Acessibilidade: Ajuda na autonomia dos usuários. O aplicativo indica por sistema de voz e vibração o tempo previsto para a chegada ao ônibus na parada, além de todas as informações necessárias para embarque e desembarque. É fácil se programar para ir ao trabalho, para casa ou para a balada, sabendo em tempo real a que horas seu ônibus vai chegar. Não é estimativa, é previsão baseado na localização atual do ônibus.

Wheelmap: Um mapa de acessibilidade para quem se desloca em cadeira de rodas, disponível em 22 idiomas. Desenvolvido pela ONG alemã Sozialhelden e.V, o mapa indica o estado de acessibilidade dos locais públicos nas redondezas. Nas versões mobile, utiliza o GPS do dispositivo para facilitar a orientação e como se trata de um projeto de desenvolvimento colaborativo, qualquer pessoa pode adicionar informações sobre a acessibilidade dos locais.

Be My Eyes: Inventado pelo dinamarquês Hans Jørgen Wilberg, o aplicativo inspirado no FaceTime do iOS, permite que pessoas se cadastrem como voluntários, para que quando um deficiente visual precise, o chame, e, por meio da ligação por vídeo, informe o que precisa. “O aplicativo foi muito bem recebido pela comunidade de deficientes visuais. O app permite obter ajuda em momentos que pode ser inconveniente pedir ajuda a vizinhos ou amigos e você não precisa pedir mil desculpas para solicitar ajuda “, explica Wilberg.

Enable Viacam: Um programa para computadores e aplicativo para dispositivos móveis, que controla o cursor por meio de movimentos da cabeça. Depois de instalado, é configurado com base no reconhecimento facial, fazendo com que o usuário se torne independente das mãos. A sensibilidade dos movimentos pode ser ajustada conforme a necessidade e redefinida sempre que necessário.

LetMeTalk: Um aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), apoia a comunicação em todas as áreas da vida e assim fornece uma voz a quem usá-lo. Alinha as imagens de forma que o seu conjunto consista em frases com significado. A base de dados do LetMeTalk contém mais de 9000 imagens fáceis de compreender. Adicionalmente, é possível incluir outras imagens a partir do dispositivo, ou tirar fotografias com a máquina fotográfica incorporada do tablet. O aplicativo é adequado para sintomas de autismo e síndrome de Asperger, Afasia, apraxia do discurso, desordens fonológicas, esclerose lateral amiotrófica (ELA), paralisia cerebral, síndrome de down.

No dia 23 de outubro, em São Paulo, discutiremos sobre a tendência das novas inovações no 10º Dia da Engenharia Brasil-Alemanha: Engenhando a Sociedade Digital, com um painel sobre Inovação Inclusiva. Além disso, alguns estudantes de engenharia irão expor seus projetos tecnológicos ao público empresarial.

Saiba mais, acesse: http://www.vdibrasil.com/eventos/dia-da-engenharia-2018/