Mais largura de banda e menos pontos mortos. Este é o plano da agência governamental alemã Federal Network Agency para os portos nos próximos anos. Quatro grandes provedores de serviços sem fio estão envolvidos.

Tráfego de carga perfeitamente coordenado, tráfego autônomo para passageiros, logística totalmente automatizada e controle nos portos. Esses são alguns pontos em que a digitalização dará ao tráfego hidroviário um poderoso impulso para a eficiência. Para que isso se torne realidade, é necessária uma infraestrutura de comunicação digital.

Para isso, a agência governamental alemã Bundesnetzagentur (Agência federal de Redes), estabeleceu diretrizes claras ao leiloar faixas de frequência adicionais para expansão da rede no ano passado: até o final de 2024, as hidrovias e portos marítimos mais importantes devem ser abastecidos com uma largura de banda melhor. A velocidade deve ser maior que 50 MB/s. A empresa inglesa Vodafone já iniciou a expansão.

De acordo com o Ministério Federal dos Transportes da Alemanha, só as vias navegáveis ​​interiores da rede alemã têm uma extensão de cerca de 7,3 mil quilômetros. Além disso, o país possui mais de 450 câmaras de eclusas e 290 açudes, dois elevadores de navio, 15 pontes de canal e duas barragens. Várias das principais cidades alemãs estão conectadas ao transporte marítimo por meio de rios. Cerca de 223 milhões de toneladas de mercadorias foram transportadas apenas pelo transporte hidroviário interior em 2018. A importância econômica dos portos marítimos e interiores é correspondentemente alta na Alemanha.

Na primeira etapa de expansão, a Vodafone ativou 180 antenas em 64 locais. Mais de mil antenas adicionais em mais de 300 localidades serão adicionadas nos próximos doze meses. “Se os sensores e os navios trocam dados em tempo real, o tráfego de transporte pode se tornar mais seguro e eficiente no futuro”, disse Hannes Ametsreiter, CEO da Vodafone Alemanha.

Projetos de teste nos principais portos

Em paralelo à expansão, outros projetos-piloto estão sendo testados, como o “Fiorde 5G”, na cidade de Kiel. Uma nova tecnologia de celular será ativada em uma área do fiorde interno de Kiel, perto do centro da cidade. Um total de nove antenas deve melhorar a transmissão de dados a ponto de permitir o uso de balsas autônomas de passageiros.

Outro projeto-piloto, o “5G Monarch” foi concluído com sucesso no porto de Hamburgo no ano passado (2019). A Autoridade Portuária de Hamburgo (HPA), e as empresas Deutsche Telekom e Nokia usaram uma área de aproximadamente 8 mil hectares para teste por um ano e meio. Foram testadas a adequação para o uso diário de redes virtuais operadas em paralelo com uma infraestrutura compartilhada. Com este conceito de tecnologia, denominado “divisão de rede”, as áreas de rede podem ser equipadas com requisitos individuais.

Na prática, também foi testada a utilização de sensores de movimento. O fluxo do tráfego era controlado remotamente via sistema de semáforos digitais e era possível disponibilizar grandes quantidades de dados via rede para aplicações de realidade virtual e aumentada. O sistema de transmissão necessário para isso foi instalado a uma altura de mais de 150 metros na torre de televisão de Hamburgo. Todos os envolvidos avaliaram os resultados do projeto-piloto como positivos.

O próximo projeto de pesquisa que será realizado é o “5G Blueprint”, desta vez no porto de Antuérpia, na Bélgica. Trata-se de tecnologia de controle remoto para transporte e logística. A empresa belga de telecomunicações Telenet é uma das envolvidas.

É evidente que a expansão do 5G possui potencial para revolucionar a indústria gerando impactos positivos para toda população. Se você se interessa por esse assunto, confira o artigo ‘O que vem depois do 5G?’ em nosso site.