19 de abril de 2022

A Indústria 4.0 já provou seu valor para as empresas de todos os portes. Entretanto, o seu processo de implementação é uma jornada contínua e muitos fatores devem ser levados em consideração. A cultura organizacional é um desses fatores essenciais para o sucesso de uma empresa. Por conta da pandemia, criou-se um contexto de mudanças sem precedentes para organizações públicas e privadas em níveis globais. As lideranças se viram na necessidade de agir de forma rápida para lidar com ameaças de falhas e proteger a saúde e segurança de funcionários e clientes que passaram a trabalhar de forma remota. 

 

Todo esse contexto dos últimos anos evidenciou a necessidade de se desenvolver e fortalecer uma cultura de risco. Empresas que investem nessa área são menos propensas a sofrerem com erros operacionais e, consequentemente, essa segurança é repassada para os colaboradores e clientes. A cultura de riscos é um elemento crítico institucional para lidar com qualquer desafio. É importante determinar um ponto de partida para obter melhorias. E esse ponto inicial passa por diagnosticar o estado atual da empresa. É necessário que organizações que possuem fortes culturas de risco e integridade procurem entender e abordar três fatores que se reforçam mutuamente: mentalidade de risco, práticas de risco e comportamento de contribuição.

 

Desenvolvendo mentalidades de risco

O desenvolvimento das mentalidades de risco passa por um conjunto de suposições sobre o risco que os indivíduos calculam internamente. Essas práticas consistem em ações diárias que identificam a eficácia da gestão de risco. Inicialmente essas ações serão mais básicas visando fortalecer atitudes de risco dos indivíduos da organização, desta forma, pode-se iniciar um programa de cultura de riscos e educá-los quanto aos comportamentos  adequados no funcionamento diário. 

Independente do motivo originalmente escolhido para a criação de um programa de cultura de risco, a mudança deve ser iniciada através de iniciativas prioritárias visando reverter as principais fraquezas. Deste modo, além de alcançar progressos em áreas fundamentais e potencializar atividades, as iniciativas darão uma maior visibilidade para o plano, uma vez que internamente se reconhecem as melhorias.

 

Como fazer uma cultura de risco ser bem-sucedida?

De forma geral, podemos dizer que os cases de sucesso dessa atividade possuem em comum alguns princípios:

 

  • A responsabilidade dos gestores de criar, aplicar e fiscalizar. Ou seja, a cultura deve estar ligada diretamente às atividades e resultados cotidianos da instituição. Portanto, deve vir das lideranças o apoio à cultura de risco da empresa.

 

  • Como já dito acima, as responsabilidades pelo projeto precisam ser centralizadas. É de grande importância ter um ponto central, e focar na linguagem ideal usada para a área de atuação. Sem aplicar na visão, nas atividades e no vocabulário, é inviável efetuar uma mudança cultural coordenada.

 

  • Comunicação é muito importante em todos os setores. É fundamental explicar de forma clara os pontos fortes e fracos da cultura de risco vigente. Por meio de dados e resultados práticos é possível apresentar diferentes maneiras de como a nova rotina beneficiará a organização e os indivíduos.

 

  • Mudanças culturais importantes como essa demandam tempo. Tanto para serem criadas quanto aplicadas e funcionarem regularmente. Por isso, é importante que esses ganhos e avanços sejam reforçados. Por muitas vezes, as organizações apresentam empolgação para o diagnóstico inicial, mas na sequência, não conseguem ser capazes de trazer novas iniciativas e sustentar mudanças necessárias para realizar melhorias de longo prazo.

 

  • Programas de cultura de risco precisam de um indivíduo que seja capaz de fornecer direcionamentos. Entretanto, para ter sucesso, a liderança deve estar engajada. As lideranças precisam mostrar que levam a sério as mudanças, encorajando os colaboradores a adotarem novos comportamentos.

 

Tão importante quanto criar um programa é manter ativa a saúde cultural na organização. Organizações que possuem esse controle são capazes de construir uma reputação mais sólida e, consequentemente, passam mais segurança aos seus clientes. 

 

As instituições, por sua vez, devem se preparar para o futuro, mas pensando além das questões tecnológicas e do maquinário. A indústria caminha exponencialmente para avanços, e para avançar, é preciso organização, projetos e consistência.