Em 1992, na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, os Estados Unidos se uniram a outras nações para aprovar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (FCCC). O encontro representou o primeiro esforço internacional para desenvolver uma abordagem abrangente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater a ameaça do aquecimento global.

Pouco tempo depois, o Protocolo de Kyoto foi negociado, estabelecendo metas de redução de emissão de gases de efeito estufa para os países industrializados. Embora aproximadamente 100 países tenham ratificado o Protocolo de Kyoto, alguns dos mais desenvolvidos do mundo, como os EUA e a Austrália, não o fizeram.

Apesar de não terem assinado o Protocolo de Kyoto, esses países desenvolveram abordagens proativas para as questões de mudança climática, envolvendo iniciativas governamentais e do setor privado.

As iniciativas do setor privado com foco em programas de redução de emissões de gases de efeito estufa estão proliferando desde então. Organizações da indústria, representando fabricantes de automóveis, produtores químicos, fabricantes de petróleo e produtores de ferro e aço, estabeleceram metas voluntárias de redução de emissões desses gases para seus membros.

Neste contexto, para amenizar os impactos da indústria no meio ambiente, surgiu o conceito de economia circular – saiba mais sobre o assunto neste artigo.

Benefícios da reutilização de embalagens industriais

A reutilização de embalagens industriais, como tambores de aço e plástico, bem como contêineres intermediários a granel, é uma das práticas que contribuem para a minimização dos impactos da indústria no meio ambiente, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa.

A Reusable Industrial Packaging Association ​​(RIPA) – em português Associação de Reutilização de Embalagens Industriais – promove políticas e práticas que incentivam o uso e a reutilização adicionais de embalagens industriais e de transporte reutilizáveis. Por ano, cerca de 35 milhões de embalagens industriais são recondicionadas e devolvidas ao serviço produtivo pelos membros da RIPA.

Um dos principais pontos positivos da reutilização de embalagens industriais é a economia de energia, reduzindo os requisitos de aquisição de matéria-prima, limitando a produção de novas embalagens e eliminando grande parte dos impactos relacionados ao transporte em cada uma dessas funções.

Além da economia de energia, vale ressaltar a redução na produção de resíduos sólidos gerados durante cada fase do processo, desde a extração de matérias-primas até a fabricação de novas embalagens. A maioria desses resíduos é reduzida ou eliminada quando as embalagens industriais são reutilizadas.

Nos Estados Unidos, estima-se que as emissões totais de gases de efeito estufa sejam reduzidas em aproximadamente 2 bilhões de libras (900.000 toneladas) por ano, com base na quantidade de embalagens reutilizáveis ​​já em uso. A RIPA acredita que esse número poderia aumentar significativamente se os usuários de embalagens industriais fizessem esforços conjuntos para usar um número maior de embalagens reutilizáveis.

Reutilização de embalagens industrial no Brasil

No Brasil, existem algumas instituições que trabalham com o recondicionamento de embalagens industriais, como a Mauser Packing Solutions, por exemplo. Em 2016, a empresa devolveu cerca 2,4 milhões de metros cúbicos de embalagens ao mercado, gerando uma redução de emissão de 127 mil toneladas de gases de efeito estufa.

O presidente da Mauser do Brasil, Edson Rossi, afirma que os benefícios da reutilização de embalagens industriais são de amplos aspectos. “Com o crescimento da população e da indústria, o excesso e o descarte prematuro das embalagens levariam rapidamente à degradação insustentável do meio ambiente.”

Rossi complementa ainda que “cada embalagem recuperada de forma adequada minimiza a circulação e a presença de substâncias perigosas no meio ambiente, constitui um rejeito a menos a ser alocado – os problemas relacionados ao espaço físico já ultrapassam níveis críticos-, permite que uma nova embalagem deixe de ser fabricada, além dos benefícios sociais e econômicos, estimulando a inovação e a criatividade, a criação de oportunidades e a geração de emprego”, finaliza.

Os impactos negativos no meio ambiente têm figurado entre os assuntos principais em noticiários e veículos de comunicação. Por isso, nós, da VDI-Brasil, temos o compromisso de divulgar as ações que minimizam esses danos, para difundir o conhecimento sobre a importância do assunto. Confira outros artigos sobre sustentabilidade, economia circular e assuntos relacionados em https://www.vdibrasil.com/news/